Home Notícias Internacional Mercosul está preparado para enfrentar avanço da crise, diz BID

Mídias Sociais

Facebook Twitter RSS Feed 

Newsflash

CUT diz que irá às ruas para defender réus do mensalão

O novo presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, 46, diz que pode levar às ruas a força da maior central sindical do país para defender os réus do mensalão, que começarão a ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal em agosto.

Leia mais...
Follow us on Twitter

Quem está on-line

Nós temos 68 visitantes e 1 membro online
  • rwalervonc
Banner
Banner
Mercosul está preparado para enfrentar avanço da crise, diz BID PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcio Leal   
Qui, 19 de Janeiro de 2012 09:21

A América Latina, e, em especial, os países do Cone Sul – Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai – estão mais bem preparados do que em toda sua história para enfrentar um recrudescimento da crise econômica que afeta principalmente a Europa. Essa é a avaliação do economista boliviano José Luis Lupo Flores, que assumiu na semana passada o comando do Departamento de Países do Cone Sul, no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De acordo com ele, o mundo está completamente integrado e devido aos problemas na Europa e nos Estados Unidos, haverá alguma desaceleração no crescimento da região em 2012, mas nada substancial, que atrapalhe a trajetória de recuperação vivida na última década.

“Os efeitos da crise podem atingir os países da região, mas os efeitos negativos, se houverem, serão bem menores que no passado”, disse o executivo do BID.

José Flores, diretor do BID
José Flores, diretor do BID: condução da economia está mais integrada no Cone Sul

Em entrevista exclusiva ao iG, durante sua primeira visita ao Brasil após assumir o posto, Flores afirmou que os mecanismos de coordenação da economia estão mais integrados e a gestão e controle dos riscos têm sido conduzidas de forma muito responsável na região. Segundo Flores, mesmo a Argentina, que tem apresentado uma inflação mais elevada que os demais países da região, e onde alguns dados são questionados por especialistas quanto a sua precisão, não teria problemas muito profundos com um agravamento da turbulência na economia mundial.

“Apesar de alguns descompassos, a Argentina tem recebido investimentos externos substanciais, existem boas condições macroeconômicas e exportações fortes”, disse. “Claro que os canais de contágio são difíceis de se prever em um cenário de deterioração maior. Mas, em linhas gerais, a região, historicamente, nunca esteve tão bem preparada”, acrescentou.

Segundo o diretor do BID, o Brasil pela sua importância para a região, caso sofresse um duro impacto com a crise, teria poder para desestabilizar os demais.

Mas o executivo do BID afasta essa possibilidade e ressalta que ao País está muito bem preparado, devido aos esforços de gestão feitos nos últimos anos, e conta com uma arma muito poderosa que é o grande mercado interno, capaz de manter a economia aquecida mesmo em um momento mais crítico.

“O Brasil virou um paradigma no manejo da economia. No ano passado, a equipe econômica fez o que tinha que ser feito, no momento exato. Subiu os juros para conter a ameaça de inflação, depois dosou melhor os efeitos para evitar que a economia desacelerasse muito”, disse. “O foco me parece acertado, fortalecendo a classe média com a redução da pobreza e dando impulso ao mercado interno”, acrescentou.

Para economista, que chefiou diversos departamentos em organismos multilateraias e possui mestrado em Economia Internacional e doutorado em Produção e Operação Gerencial pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, o fortalecimento do Mercosul é outra alternativa que pode contribuir ainda mais para desenvolver a economia da região. “A integração, apesar dos desafios envolvidos, tem tudo para ser cada vez mais bem sucedida”, avaliou. “Mas é um projeto de longo prazo, como mostra o exemplo da União Europeia, e que não está imune aos efeitos das mudanças no âmbito político e econômico, como vemos agora com a crise na zona do euro”, disse.

Na avaliação de Flores, a economia da Europa é muito grande e uma deterioração do cenário na zona do euro afetaria todo o mundo. Para o economista, a lição mais importante que o Brasil e os demais países da região têm para oferecer ao velho continente é a necessidade de se proteger o sistema financeiro, mas mantendo uma certa flexibilidade para preservar a geração de emprego e renda e evitar uma convulsão social.

“Os países do Cone Sul, passaram por isso com sacrifício, mas com flexibilidade. Nos Estados Unidos houve um ajuste forte na economia e o emprego sofreu. Mas como a economia americana é mais flexível e pujante, o mercado de trabalho começa a reagir”, disse o executivo do BID.

"Na Europa, a capacidade de flexibilizar a economia é menor. Mas é necessário não descuidar das demandas sociais, mesmo gerindo a crise com os olhos nas variáveis econômicas”, acrescentou Flores.

Fonte: iG Economia, em 18/01/2012

LEIA TAMBÉM:

 
 
Banner
Banner