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Brasil inclui no documento da Rio+20 diretriz que associa renda mínima a iniciativas sustentáveis

Milhares de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza em todo o mundo podem ser beneficiadas pela inclusão da proposta brasileira de criação do Piso de Proteção Socioambiental Global no documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A iniciativa é inspirada em políticas públicas que obtiveram êxito ao garantir uma renda mínima para a população vulnerável, em conjunto com ações de recuperação e preservação ambiental. Além da Bolsa Verde brasileira, há outros programas com características semelhantes na Europa, Índia e América Latina.

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Parlamento grego aprova pacote com cortes de € 3,3 bi PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcio Leal   
Seg, 13 de Fevereiro de 2012 09:32

Em meio a violentos protestos de rua, o Parlamento da Grécia aprovou ontem à noite, com 199 votos a favor e 74 contra, um novo pacote de austeridade de € 3,3 bilhões altamente impopular. Essa é a condição para o país receber um segundo socorro financeiro de € 130 bilhões e fechar acordo com credores privados para eliminar € 100 bilhões na dívida.

O ar era quase irrespirável no centro de Atenas, segundo testemunhas. A polícia lançou gás lacrimogêneo em confrontos em torno do Parlamento, enquanto manifestantes respondiam com coquetéis Molotov. Mais de uma dezena de prédios foram incendiados. Lojas de luxo, bancos e um cinema foram alvos da ira popular.

Seis ministros pediram demissão no espaço de duas horas no fim de semana, num protesto contra o pacote de austeridade. Mas o primeiro-ministro, Lucas Papademos, advertiu que a Grécia, à beira da falência, jogava com o voto sua sobrevivência financeira e sua permanência na zona do euro para evitar o caos.

A "troika" de credores externos - FMI, Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia - exigiu austeridade adicional aprovada pelos deputados, incluindo corte de 22% no salário mínimo (ficará em € 560 euros, o equivalente a R$ 1.273), baixa em algumas aposentadorias, supressão de 15 mil empregos no setor público neste ano e mais privatizações. As medidas ainda contemplam o fim de 500 cargos de prefeitos e até a redução de € 1 bilhão nas despesas com medicamentos para baixar o déficit do sistema de saúde estatal.

Após o pacote aprovado, os principais partidos políticos terão que assinar formalmente o compromisso de que vão implementar plenamente o programa, independentemente de quem ganhará a eleição prevista para abril.

Mas a enorme dificuldade na finalização do segundo pacote de ajuste deixa muitas dúvidas. Mesmo se as autoridades conseguirem evitar um calote desordenado no curto prazo, o acúmulo de problemas econômicos e sociais vai continuar pesando seriamente sobre o futuro da Grécia na zona do euro.

O primeiro programa de ajuste fracassou pela incapacidade do governo de implementá-lo. Para analistas, persiste o risco elevado de que o mesmo ocorra com o segundo pacote e que dentro de alguns trimestres a troika submeta a Grécia a uma dura escolha: uma transferência da política fiscal da Grécia para Bruxelas ou uma estratégia para saída ordenada do país da zona do euro.

A Alemanha praticamente mostrou para a Grécia a porta de saída da zona do euro. O ministro das finanças, Wolfgang Schaeuble, insiste que a decisão é da Grécia de continuar ou não na união monetária. "A Grécia será salva de uma maneira ou de outra'', disse. "Mas o país precisa fazer seu dever de casa para se tornar competitivo".

Para o ministro grego de Finanças, Evangelos Venizelos, o país passa por um "impasse trágico" causado por sua falta de competitividade econômica e a crescente geração de dívida. E defendeu ontem o pacote como "a escolha do ruim para evitar o pior".

Também persiste a incerteza sobre a eficácia da reestruturação da dívida. O pacote de medidas apresentado por Atenas, na semana passada, ainda deixava o país com dívida equivalente a 136% do PIB, comparado aos 120% previstos para o segundo pacote de socorro. No ano passado, a relação era de 160% do PIB.

A expectativa é de que os ministros de finanças aprovem o novo pacote de socorro grego na quarta-feira. Em 20 de março, a Grécia terá que pagar US$ 14,5 bilhões em obrigações.

Fonte: Jornal Valor Econômico (SP), em 13/02/2012

 

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