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Luiz Dulci: Ampliação da participação social foi maior legado de governo democrático e popular

Na abertura da mesa, o presidente da Central, Artur Henrique, e o ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência da República e Diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci, fizeram um balanço dos governos populares de Lula e Dilma em contraposição ao período neoliberal que os antecedeu.

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Escrito por Marcio Leal   
Seg, 13 de Fevereiro de 2012 09:44

Vocês sabem quantas nações do mundo garantem em sua Constituição o direito de portar armas a seus cidadãos? Três: os Estados Unidos, a Nicarágua e o México.

Vejam em que companhia se encontram os americanos, sempre dispostos a olhar com desprezo seus vizinhos ao sul do Rio Grande.

Diga-se que México e Nicarágua consagraram tal princípio justamente por serem influenciados pela Constituição dos Estados Unidos, que os americanos apontam orgulhosamente como “modelo para o mundo”.

A verdade porém é que as modernas constituições estão mais e mais se afastando do modelo americano. As constituições recentemente escritas ou reformadas garantem o direito das mulheres, o direito à liberdade de locomoção, o direito ao trabalho, o direito à educação, o direito a se organizar em sindicatos, o direito a não ser expulso de seu próprio país, o direito de greve – coisas que não se encontram na Carta Magna dos Estados Unidos, promulgada em 1787.

É de admirar que exista um movimento nacional nos Estados Unidos, financiado por grandes corporações, para acabar com os sindicatos?

A mais recente controvérsia a alegrar o coração da direita americana se prende à resistência da Igreja Católica ao governo Barack Obama, por conta da prestação de controle de natalidade a pessoas empregadas em seus hospitais ou universidades.

Tudo isto se passa por conta do peculiar sistema americano, que nem a reforma dos Planos de Saúde conseguiu derrubar, em que os empregados obtem seguros de saúde através de seus empregadores.

Acontece que a lei federal determina que os planos de saúde dêem controle de natalidade grátis. Papa, cardeais, arcebispos, bispos, prelados, párocos e outros piedosos sarcedotes menos votados se insurgiram, dizendo que não podem fazê-lo “por uma questão de consciência”. O Partido Republicano logo apoiou a revolta, definindo-a como “uma questão de liberdade religiosa”.

É uma posição totalmente hipócrita, num país em que 98% das mulheres católicas sexualmente ativas usam anticoncepcionais, da pílula à camisinha.

A Igreja Católica tem todo o direito de pregar seu dogma aos fiéis, colocar anúncios, outdoors, imprimir folhetos. O problema é que a pregação aos fiéis não convence as 98% de mulheres católicas acima citadas (nem a seus maridos, amantes ou namorados) e então a Igreja Católica quer passar a batata quente adiante, ao governo. Quer que o governo tome a si a tarefa de impedir ou dificultar que mulheres nos planos de saúde em hospitais católicos ou universidades católicas tenham acesso ao controle de natalidade.

Mesmo mulheres de outras religiões ou sem religião.

Todos esses hospitais e universidades no centro da controvérsia recebem subsídios federais. Por que a Igreja não abre mão deles?

Tal discussão não existiria, é claro, se houvesse Seguro Médico do governo - coisa que a direita não permite, por considerar “socialismo”.

Fonte: Direto da Redação, em 09/02/2012

 

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