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Artigo: Por um novo paradigma de desenvolvimento, de Márcio Leal

A economia mundial passa por uma grave crise: as, até então consideradas, economias desenvolvidas, tiveram seus alicerces balançados, trazendo insegurança social e financeira para a população dos EUA e Europa, com o risco de contagiar todo o resto do mundo globalizado, principalmente os países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China.

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MinC vai lançar plano para fomentar Economia Criativa PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcio Leal   
Qua, 15 de Fevereiro de 2012 14:35

“Não há desenvolvimento sem cultura”, afirmou Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, nesta quinta-feira, 9, durante o Seminário “Políticas Públicas para a Economia Criativa – Perspectivas e Desafios para uma nova realidade”, ao explicar as razões pelas quais os valores intelectuais e inovadores têm obtido cada vez mais espaço na dinâmica econômica mundial.

“Vivemos numa era em que os indivíduos têm cada vez mais acesso à informação, trocando experiências, fortalecendo laços e consumindo de forma diferente. Vejam o caso da música. Com o advento do formato digital, foi a indústria fonográfica que entrou em crise, e não a indústria da música. O Brasil nunca produziu tanto neste segmento como agora. Então, qual é a direção a ser tomada? Produzirmos novos modelos e estratégias de negócios, e é nesta lacuna que entra a Secretaria de Economia Criativa”, disse.

O presidente do Porto Digital, Francisco Saboya, afirmou que a Economia Criativa faz parte das mudanças naturais absorvidas pela sociedade nas últimas décadas, razão pela qual os polos tecnológicos precisam ampliar seu campo de visão e enxergar adiante. “Estamos lidando com um capital humano composto pela junção de conhecimentos, que pode gerar renda e competitividade através da valorização da inovação”.

Metas e Desafios

Segundo a secretária, a implementação de políticas públicas para o setor da Economia Criativa envolve dinâmicas culturais, sociais e econômicas, a partir do ciclo de criação, produção, circulação e fruição de bens e serviços, focadas na diversidade cultural. “Vamos promover o monitoramento e incentivar pesquisas que possam nos apontar as vocações e as necessidades de cada região, para desenvolvermos ações eficientes de empreendedorismo e fomento à inovação. Isso dará ao Brasil um modelo ímpar de desenvolvimento, que contribuirá com o seu avanço”, afirmou.

“Em maio deste ano pretendemos lançar o Observatório da Economia Criativa, e incentivar a criação dos Observatórios Estaduais, projetos vinculados às universidades e institutos federais, que entre suas atuações, nos ajudarão com o levantamento de dados que permitam o desenvolvimento de uma cesta de indicadores para medir a economia criativa em cada estado”, anunciou a secretária. Está planejada a implementação de 14 Observatórios Estaduais, com investimento de R$ 750 mil cada. Os estados prioritários para esta ação são aqueles que sediarão a Copa do Mundo, e a previsão é de que o repasse para início dos centros de pesquisa aconteça no mês de agosto.

Leitão apresentou ainda dados que estabelecem a atuação e propõem metas para a estruturação do Plano Brasil Criativo, ação realizada em conjunto com outros setores da esfera federal, secretarias estaduais e municipais, instituições do Sistema S (Sesi, Senai, Senac) e pontos de fomento. O Plano Brasil Criativo encontra-se em fase de cruzamento das informações dos Planos Plurianuais de 10 ministérios, visando uma ação integrada.

O projeto final, incluindo as ferramentas de monitoramento e governança, deverá ser entregue à presidenta Dilma Roussef, no dia 15 de março. “Queremos que este projeto seja perene, que não dependa de mandatos, que fortaleça e dinamize as ações entre os ministérios e secretarias, com benefícios para os micro e pequenos empreendedores, para que o Brasil tenha a sua cultura como fator de geração renda e qualidade de vida”, concluiu Claudia Leitão.

Observatório

O Ministério da Cultura instituiu o Observatório Brasileiro da Economia Criativa, por meio da Portaria nº 01, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 9, (Seção 1, páginas 8 e 9). Ele será a instância responsável pela produção e difusão de pesquisas, dados e informações sobre a economia criativa brasileira.

O Observatório tem como objetivo estimular o debate entre estudiosos, especialistas, agentes governamentais e representantes do setor cultural acerca do impacto da economia criativa na sociedade. Será estruturado por um Comitê Permanente, integrado por quinze membros, dentre servidores do Ministério da Cultura (MinC), entidades vinculadas e representantes da sociedade civil, que se encarregará de elaborar suas pautas de atividades, analisar seu desempenho e coordenar a execução dos projetos e ações de seu interesse.

Mapear as diversas dimensões da economia criativa brasileira e identificar os agentes envolvidos nos fluxos macro e microeconômicos da economia criativa também estão dentre as metas. “O Observatório vai trabalhar junto às universidades e irá subsidiar o Ministério da Cultura na criação e disponibilização de dados sobre a economia criativa brasileira”, explicou a secretária Cláudia Leitão. A instância contará, ainda, com website vinculado ao portal do MinC para o compartilhamento das informações levantadas.

O Obec será gerido pela Secretaria da Economia Criativa (em estruturação no MinC) e a ideia é implantar observatórios em todos os estados brasileiros até 2014. Somente universidades públicas federais poderão, por meio de mecanismo de repasse que ainda está sendo estudado, receber os recursos para construção do Observatório. A metodologia para implantação está sendo desenhada pela SEC/MinC.

Leia aqui a Portaria

 

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