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CUT diz que irá às ruas para defender réus do mensalão

O novo presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, 46, diz que pode levar às ruas a força da maior central sindical do país para defender os réus do mensalão, que começarão a ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal em agosto.

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Trabalhar fora ou cuidar dos filhos? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcio Leal   
Qua, 18 de Abril de 2012 00:38

Nem sempre as campanhas eleitorais fincam pé na discussão de questões que visam o bem estar dos eleitores. Dependendo do andamento das pesquisas, os candidatos mudam o foco de seus discursos na tentativa de corrigir os rumos de sua campanha e, às vezes, a coisa descamba para situações até certo ponto bizarras.

Foi o que aconteceu semana passada nos EUA, depois que foi divulgada pesquisa indicando que Obama tem o apoio de 57% das mulheres americanas contra 38% do republicano Mitt Romney.

Diante desses números, Romney mudou o discurso, afirmando que as mulheres estão muito preocupadas com a economia, sim, por isso ele sempre consultava a própria mulher, Ann, para ouvir dela “conselhos” sobre questão tão delicada.

Foi o bastante para que Hilary Rosen, uma estrategista democrata ligada à Casa Branca, argumentasse numa entrevista à CNN que Ann Romney (na foto acima com o merido) era a pessoa menos indicada para opinar sobre economia: “Mitt Romney não deve confiar em sua esposa sobre questões econômicas porque ela nunca trabalhou um dia fora de casa”.

A declaração de Rosen incendiou a campanha, que nessa altura já está polarizada entre o líder das prévias republicanas, Romney, e o presidente Barack Obama. Desemprego, preço da gasolina e crise habitacional passaram para segundo plano e a polêmica sobre o trabalho da mulher na sociedade ganhou espaço na mídia.

Convidada pela Fox, a TV de oposição a Obama, Ann declarou que “optou por permanecer em casa para cuidar dos cinco filhos homens” de seu casamento com Mitt.

A Casa Branca, sentindo que a polêmica poderia respingar na candidatura Obama, tratou de apertar a democrata Rosen, que baixou o tom. Pediu desculpas publicamente a Ann e a todas as mulheres que “optam” por não trabalhar fora e cuidar da educação dos filhos.

O que, no caso de Ann Romney, é uma meia verdade, porque o maridão tem uma fortuna calculada em 150 milhões de dólares ganha no mundo dos investimentos. Quantas mulheres têm cinco filhos e são obrigadas a acumular o trabalho doméstico com a atividade externa?

Quem ficou bem na foto nessa polêmica tola foi a primeira-dama Michelle Obama. Com seu faro politico, ela percebeu que uma crítica democrata às mulheres que são exclusivamente donas de casa poderia trazer um prejuízo à candidatura do marido. E, mais que depressa, tratou de apagar o fogo, postando em seu twitter: “toda mãe trabalha duro e toda mulher deve ser respeitada”.

O assunto virou piada nos talk shows da TV e em um deles, o humorista Bill Maher, assumiu a defesa de Rosen, vendo na frase dela uma outra interpretação não ofensiva à mulher do candidato republicano: “Ann Romney nunca ficou um dia fora de casa sem trabalhar”.

I love Fidel Castro

Em Miami, você corre o risco de perder o emprego se disser que admira Fidel Castro. Quem caiu nessa foi o técnico da equipe de beisebol dos Marlins. O venezuelano-americano, Ozzie Guillen, declarou à revista Time que ama Fidel Castro.

Foi o bastante para que centenas de exilados cubano-americanos ocupassem as ruas protestar e pedir a cabeça de Guillen. Uma situação tremendamente delicada para os dirigentes do Marlins, que contam com o apoio da poderosa comunidade cubana em Miami para encher seu belíssimo estádio recentemente inaugurado.

Guillen pediu desculpas não sei quantas vezes e na última coletiva de imprensa alegou que houve um erro de interpretação do repórter da Time, por causa de seu sotaque espanhol. Disse apenas que admirava o tempo em que Fidel estava à frente do governo cubano.

A desculpa certamente não colou e, diante da pressão dos torcedores, a direção decidiu pela suspensão de Guillen por cinco jogos, numa tentativa de acalmar os ânimos dos manifestantes. Nesta segunda-feira, ele voltou ao banco de técnico, mas não se sabe por quanto tempo, só o futuro dirá se alguma sequela vai ficar do episódio.

Cito mais uma vez o humorista Bill Maher, que apresenta o talk show “Real Time”. Ele defendeu a liberdade de expressão e alfinetou os manifestantes com uma frase sarcástica:

“Se você disser alguma coisa que os comunistas não gostam, você perde o emprego e é mandado para um campo de re-educação e só sai de lá quando sua opinião for aprovada”.

Fonte: Direto da Redação, em 17/04/2012

 

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