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Entreposto de mel ajuda a desenvolver assentamento no Rio Grande do Norte PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcio Leal   
Seg, 09 de Julho de 2012 15:50

A inauguração do entreposto de mel e cera de abelha da Associação de Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio, em 2009, mudou a vida das 23 famílias que moram no local. No assentamento, que fica a 25 quilômetros do município de Apodi, região oeste do Rio Grande do Norte, homens e mulheres atuam juntos rumo ao desenvolvimento. Enquanto eles trabalham na extração do mel, são elas as responsáveis pelo beneficiamento, embalando em potes e sachês para a comercialização.

Para chegar a esse nível de organização, muitas mãos amigas abraçaram a ideia. Foi por meio do Projeto Dom Helder Câmara, da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que ocorreu a transformação dos antigos meleiros – que tiravam o mel sem qualquer proteção –, em apicultores. Antes da construção do entreposto, os assentados acessaram o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), na modalidade A, juntaram cerca de R$ 430, cada família, e deram início ao trabalho como associados.

O Projeto de Assentamento Laje do Meio foi instalado em 1998, após a propriedade ser comprada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), uma autarquia ligada ao MDA. Um ano antes, os apicultores já haviam formado a associação e davam os primeiros passos para o beneficiamento do mel, culminando com a inauguração do entreposto que beneficia todos os moradores assentados.

O envolvimento das famílias com a apicultura pode ser ilustrado com a história de dona Antônia de Lima, 38 anos. Ela, o marido e dois dos três filhos são apicultores e conseguiram melhorar a qualidade de vida desde que passaram a beneficiar o mel. Ela conta que chega a receber mais de R$ 800 mensais quando o clima ajuda e a produção é boa. “Antes, não tinha renda nenhuma. Hoje, com esse dinheiro, conseguimos comprar televisão, geladeira, ventilador, liquidificador e guarda-roupa”, lembra.

Hoje, o mel produzido pela associação possui o Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que atesta a qualidade dos produtos de origem animal, sob o aspecto sanitário e tecnológico, oferecidos ao mercado consumidor. As análises microbiológicas e físico-químicas são realizadas pela Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa).

Seu Francisco Moreira da Costa, 63 anos, conhece bem essa história. Ele mora com a esposa e quatro filhos e reconhece o trabalho do Projeto Dom Helder Câmara para a comunidade do assentamento. “Trabalho com mel desde 1968. Depois que o pessoal chegou aqui, passamos a colher mais mel. Hoje temos colmeias padronizadas, tudo com acompanhamento técnico”, comemora. Seu Francisco se refere ao acompanhamento da ONG Terra Firme, parceira do programa Dom Helder no Assentamento Laje do Meio.

Um dos filhos de seu Francisco, Ezequias Roverlando da Costa, 41 anos, presidente da Associação de Produtores, explica que, com a divisão das tarefas entre homens e mulheres, todos são fundamentais no processo que inicia com a extração do mel das colmeias, passando pelo beneficiamento – embalando o produto em saches e potes –, até chegar à comercialização. Grande parte da produção é destinada à Cooperativa de Agricultura Familiar de Apodi (Coafap) e à Cooperativa Potiguar de Apicultura (Coopapi), ambas de Apodi, que abastecem os mercados da região e do estado.

“Temos uma organização muito boa. Quando a produção é grande, as mulheres se dividem em grupos e chegam a trabalhar em três turnos”, conta. Ezequias diz que, neste ano, por conta da estiagem que afeta e região, ele retirou apenas seis baldes com 25 quilos de mel, cada um. Nos anos anteriores, o apicultor afirma que chegou a extrair até 800 baldes de 25 quilos.

Outra iniciativa do Projeto Dom Helder Câmara em Laje do Meio foi o projeto de alfabetização em três meses, com orientação do Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa). Os moradores alfabetizados do assentamento trabalharam como monitores e ajudaram pessoas como Ezequias a aprender a ler e a escrever. “Se hoje eu consigo assinar meu nome e ler é por causa do projeto”, reconhece o apicultor.

Acompanhamento técnico para apicultores

Criado há dez anos, o Projeto Dom Helder Câmara é uma parceria do governo brasileiro, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, com a Organização das Nações Unidas (ONU), representada pelo Fundo Nacional para o Desenvolvimento Agrário (Fida). Desde 2003, o MDA aportou R$ 800 mil para associações de apicultores, por meio de assessoria técnica permanente.

De acordo com o último levantamento do projeto, mais de 15 mil famílias do semiárido nordestino já foram beneficiadas com as diversas iniciativas, em 77 municípios de seis estados brasileiros. “Com os investimentos, foi possível desenvolver técnicas avançadas de cultivo, auxiliar na alfabetização de jovens e adultos e incentivar a sustentabilidade, contribuindo para o aumento da renda dos agricultores”, afirma o diretor do projeto, Espedito Rufino de Araújo.

Espedito ressalta que mais de duas mil famílias do Projeto Dom Helder Câmara atendem aos requisitos para participar do Plano Brasil Sem Miséria do governo federal. O programa visa tirar da pobreza extrema os brasileiros que têm renda familiar até R$ 70 por pessoa. Dentro das ações do plano, está a de fomento, que disponibiliza para as famílias R$ 2,4 mil ao longo de dois anos. A ideia é apoiar a produção e a comercialização excedente dos alimentos.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 06/07/2012

 

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