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BC reduz taxa Selic para 7,25% ao ano, a menor da história

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou nesta quarta-feira (10) a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic.

Com a decisão, a taxa caiu de 7,5% para 7,25% ao ano e bate o quarto recorde consecutivo de baixa - o menor patamar da série histórica iniciada em 1986.

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Governo de Santa Catarina vai complementar Bolsa Família com Santa Renda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcio Leal   
Ter, 10 de Julho de 2012 21:24

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, assinaram nesta quinta-feira (5), em Florianópolis, acordo de cooperação para formalizar a integração entre os programas de transferência de renda Bolsa Família, federal, e Santa Renda, estadual. A medida vai beneficiar cerca de 16,6 mil famílias em situação de extrema pobreza – com renda até R$ 70 por pessoa –, o equivalente a 55 mil pessoas que já recebem o Bolsa Família.

A ministra Tereza Campello destacou a integração dos programas de transferência de renda Bolsa Família e Santa Renda. O objetivo é garantir uma renda mínima de até R$ 70 por pessoa a todas as famílias extremamente pobres do estado. Ela ressaltou que estudos e pesquisas comprovam que os programas de transferência de renda não acomodam a população e que os beneficiários usam os recursos para comprar alimentos e remédios, entre outros itens básicos.

“A população pobre trabalha. Ela não quer favor. Quer oportunidade de melhorar de vida”, disse. Para isso, os governos federal, estaduais e municipais devem atuar juntos e mobilizar a população para cursos de qualificação profissional oferecidos pelo Pronatec Brasil Sem Miséria, além de apoiar o acesso a outras políticas, como oferta de crédito e apoio à formalização.

O governador Raimundo Colombo afirmou que o governo do estado avançou bastante, mas é preciso melhorar ainda mais. “Vamos aumentar os recursos para a assistência social no orçamento do governo em 2013”, assegurou. “É dever do Estado ajudar os cidadãos a conquistar a independência e trabalhar com eficiência para oferecer condições de desenvolvimento social.”

Além de complementar o Bolsa Família com o Santa Renda, a cooperação entre o governo estadual e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) prevê ações para superação da extrema pobreza propostas pelo Plano Brasil Sem Miséria: cofinanciamento para a criação de Centros de Referência de Assistência Social (Cras), de Centros de Referência Especializados (Creas) e de Centros Dia para idosos; construção de cisternas para agricultores afetados pela seca no estado; Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) destinado à agricultura familiar; Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), para qualificação profissional; e ações de economia solidária.

Também como medida de combate à extrema pobreza, o governo de Santa Catarina deverá firmar convênios para a implantação do programa de cisternas no estado. A previsão é de que sejam construídas 4.908 unidades para consumo humano, em 81 municípios, com prioridade para o oeste e extremo-oeste do estado, onde a estiagem prejudica a produção. O valor total previsto é de R$ 12,2 milhões. O MDS repassará 94,7% dos recursos (a contrapartida do estado é de 5,3%).

O Santa Renda complementará o Bolsa Família, mas as famílias terão um único cartão, com o qual receberão os recursos federais e estaduais. Para receber o Santa Renda, o cidadão catarinense deverá procurar um Cras ou a Secretaria de Assistência Social do município e se inscrever no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Se, com o Bolsa Família, o valor recebido for inferior a R$ 70 mensais por pessoa da família, automaticamente o governo do estado pagará a diferença.

Números

Santa Catarina é o estado brasileiro com menor população em extrema pobreza, tanto em termos absolutos (102,6 mil pessoas) quanto relativos (0,6% da população nessa situação no Brasil e 1,6% da população do estado). Cerca de 24,5% da população extremamente pobre de Santa Catarina concentra-se em dez dos 293 municípios.

Atualmente, no estado, 140.774 famílias – 578 mil pessoas – recebem o Bolsa Família. Dessas, 28.204 famílias – 115.636 catarinenses – têm renda inferior a R$ 70 mensais por pessoa, o que configura a situação de extrema pobreza.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em 05/07/2012

 

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