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Ciências Sem Fronteira manda 6,7 mil pesquisadores brasileiros para o exterior

Mais de 6,7 mil brasileiros já foram beneficiados pelo programa Ciências Sem Fronteira, que financia estudos para pesquisadores no exterior. Os dados fazem parte de balanço, divulgado pelo ministro de Educação (MEC), Aloizio Mercadante.

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Governo de Santa Catarina vai complementar Bolsa Família com Santa Renda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcio Leal   
Ter, 10 de Julho de 2012 21:24

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, assinaram nesta quinta-feira (5), em Florianópolis, acordo de cooperação para formalizar a integração entre os programas de transferência de renda Bolsa Família, federal, e Santa Renda, estadual. A medida vai beneficiar cerca de 16,6 mil famílias em situação de extrema pobreza – com renda até R$ 70 por pessoa –, o equivalente a 55 mil pessoas que já recebem o Bolsa Família.

A ministra Tereza Campello destacou a integração dos programas de transferência de renda Bolsa Família e Santa Renda. O objetivo é garantir uma renda mínima de até R$ 70 por pessoa a todas as famílias extremamente pobres do estado. Ela ressaltou que estudos e pesquisas comprovam que os programas de transferência de renda não acomodam a população e que os beneficiários usam os recursos para comprar alimentos e remédios, entre outros itens básicos.

“A população pobre trabalha. Ela não quer favor. Quer oportunidade de melhorar de vida”, disse. Para isso, os governos federal, estaduais e municipais devem atuar juntos e mobilizar a população para cursos de qualificação profissional oferecidos pelo Pronatec Brasil Sem Miséria, além de apoiar o acesso a outras políticas, como oferta de crédito e apoio à formalização.

O governador Raimundo Colombo afirmou que o governo do estado avançou bastante, mas é preciso melhorar ainda mais. “Vamos aumentar os recursos para a assistência social no orçamento do governo em 2013”, assegurou. “É dever do Estado ajudar os cidadãos a conquistar a independência e trabalhar com eficiência para oferecer condições de desenvolvimento social.”

Além de complementar o Bolsa Família com o Santa Renda, a cooperação entre o governo estadual e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) prevê ações para superação da extrema pobreza propostas pelo Plano Brasil Sem Miséria: cofinanciamento para a criação de Centros de Referência de Assistência Social (Cras), de Centros de Referência Especializados (Creas) e de Centros Dia para idosos; construção de cisternas para agricultores afetados pela seca no estado; Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) destinado à agricultura familiar; Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), para qualificação profissional; e ações de economia solidária.

Também como medida de combate à extrema pobreza, o governo de Santa Catarina deverá firmar convênios para a implantação do programa de cisternas no estado. A previsão é de que sejam construídas 4.908 unidades para consumo humano, em 81 municípios, com prioridade para o oeste e extremo-oeste do estado, onde a estiagem prejudica a produção. O valor total previsto é de R$ 12,2 milhões. O MDS repassará 94,7% dos recursos (a contrapartida do estado é de 5,3%).

O Santa Renda complementará o Bolsa Família, mas as famílias terão um único cartão, com o qual receberão os recursos federais e estaduais. Para receber o Santa Renda, o cidadão catarinense deverá procurar um Cras ou a Secretaria de Assistência Social do município e se inscrever no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Se, com o Bolsa Família, o valor recebido for inferior a R$ 70 mensais por pessoa da família, automaticamente o governo do estado pagará a diferença.

Números

Santa Catarina é o estado brasileiro com menor população em extrema pobreza, tanto em termos absolutos (102,6 mil pessoas) quanto relativos (0,6% da população nessa situação no Brasil e 1,6% da população do estado). Cerca de 24,5% da população extremamente pobre de Santa Catarina concentra-se em dez dos 293 municípios.

Atualmente, no estado, 140.774 famílias – 578 mil pessoas – recebem o Bolsa Família. Dessas, 28.204 famílias – 115.636 catarinenses – têm renda inferior a R$ 70 mensais por pessoa, o que configura a situação de extrema pobreza.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em 05/07/2012

 

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