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Lula, na nuvem

Uma nuvem humana acompanha Luiz Inácio Lula da Silva quando ele se locomove. Por vezes, a bruma se adensa, pulsa e canta, emocionada: “Lula, Lula, olê olê olê olá”. O cordão humano abraça também o candidato a prefeito de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, que vem logo atrás dele, rumo ao palanque.

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Artigo: Por um novo paradigma de desenvolvimento, de Márcio Leal PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcio Leal   
Dom, 19 de Agosto de 2012 18:52

A economia mundial passa por uma grave crise: as, até então consideradas, economias desenvolvidas, tiveram seus alicerces balançados, trazendo insegurança social e financeira para a população dos EUA e Europa, com o risco de contagiar todo o resto do mundo globalizado, principalmente os países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China.

A solução que vem sendo apresentada pelos governantes desses países, com o apoio dos organismos internacionais, é aquela que anteriormente não foi bem-sucedida em nenhum país do mundo: redução do gasto público, com o corte substancial de investimentos sociais. Ao invés de dinamizar a economia, gerando alternativas a uma bolha bancária, o que ocorre é um arrocho nas condições de vida da população, principalmente aquelas de menor renda, que necessitam do apoio do Estado para se manterem em condições estáveis.

Desde 2003, com a posse do presidente Lula, o Brasil entendeu que esse modelo era insuficiente para um país que desejava ser mais dinâmico e igualitário. De lá para cá, o país decidiu que o Estado não devia ser um mero regulador do mercado; mas sim que ele é o agente responsável pelo desenvolvimento socioeconômico. É por meio do Estado, com aplicação de recursos em obras de infraestrutura e no acesso equânime da população às riquezas geradas, que os investimentos privados se ampliaram, que, conforme costuma citar o economista Delfim Netto, o “espírito animal do empresário” se libertou.

Essa estratégia de desenvolvimento foi reforçada e melhorada no governo da presidenta Dilma, que enxergou na superação da miséria uma das principais iniciativas para que o Brasil possa navegar em águas calmas, mesmo no meio da turbulência da crise dos países desenvolvidos. A inclusão social é um dos principais vértices dessa ação governamental, que, além do plano Brasil Sem Miséria, ainda se reforça pelo aumento da renda formal e redução de juros.

Pelo Brasil Sem Miséria, o governo brasileiro reconheceu que existe uma grande parcela da população que é tão desamparada, que não conseguiu se inscrever nem em programas sociais bastante conhecidos, como o Bolsa Família. Muito menos ter acesso a serviços essenciais.

Para romper barreiras sociais, políticas, econômicas e culturais que segregam pessoas e regiões, o Plano ajuda a identificar e inscrever pessoas que precisam e ainda não recebem o Bolsa Família. E ajudar, quem já recebe, a buscar outras formas de renda e melhorar suas condições de vida. A miséria tem caras e necessidades diferentes conforme a região. A realidade no campo é uma, na cidade é outra bem diferente. Por isso, o Brasil Sem Miséria apresenta ações nacionais e regionais, baseadas em três eixos: renda, inclusão produtiva e serviços públicos.

No campo, o objetivo central é aumentar a produção dos agricultores. Na cidade, qualificar mão de obra e identificar oportunidades e emprego para os mais pobres. Programas públicos, como o Bolsa Família, a Previdência Rural, o Brasil Alfabetizado, o Saúde da Família, o Brasil Sorridente, o Mais Educação e a Rede Cegonha, foram ampliados e aperfeiçoados em todo o país, assim como as ações destinadas a ampliar o acesso dos mais pobres a bens e serviços públicos, incluindo água, luz e moradia.

O sucesso do Brasil Sem Miséria, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, com a participação efetiva de todos os órgãos de governo, pode ser percebido em seus resultados: em 2011, 407 mil famílias foram incluídos no Cadastro Único e começaram a acessar um ou mais programas, mas de 50% da meta total do Plano, de 800 mil famílias cadastradas.

Em junho último, o Brasil recebeu a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Esse, com toda certeza, foi o evento mais importante que aconteceu no mundo nesse ano. Da Eco 92, para cá, a temática da Ecologia foi ampliada de forma relevante: mais do que o cuidado com a natureza, entendeu-se no passar dos anos que a questão ambiental é fortemente atrelada ao desenvolvimento social e econômico, ao que chegamos à Economia Verde.

Esse novo conceito, da Economia Verde, foi um dos temas centrais da Rio+20. O governo brasileiro se apresentou nesse debate para apresentar aos governos e às entidades da sociedade civil de que um outro modelo econômico é possível, sim. Mostrar que o crescimento e desenvolvimento do país devem ser transversais à melhoria das condições de vida e de acesso a direitos pela população.

A economia deve ser real, ela deve acontecer por meio das pessoas, não ficando dependente exclusivo dos papéis em bolsas de valores e resultados do setor financeiro. Um mercado interno forte é um círculo virtuoso de desenvolvimento. Ainda mais se a população receber os adequados investimentos em saúde e educação, como vem sendo crescente a iniciativa no país.

Márcio Leal é jornalista, produtor cultural e militante do PT

 

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