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Congresso aprova LDO que fixa salário mínimo em R$ 667,75 e entra em recesso parlamentar

O Congresso Nacional aprovou ontem o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2013) que aumenta a capacidade de investimentos públicos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o próximo ano, fixados em R$ 45,2 bilhões, mais do que os R$ 44,2 bilhões do orçamento de 2012. Além disso, no texto aprovado, o salário mínimo, atualmente em R$ 622,00, é previsto para R$ 667,75 em 2013. Antes de passar pelo plenário, a LDO foi aprovada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), depois de um acordo entre governo e oposição.

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PT resiste a ataques sobre mensalão e reacende força de Lula nas eleições PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcio Leal   
Seg, 08 de Outubro de 2012 22:18

O resultado obtido pelo Partido dos Trabalhadores nas eleições municipais deste domingo serviu para enfraquecer duas teses políticas que começavam a ganhar corpo entre analistas, partidos e políticos brasileiros. A primeira é de que a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eleições municipais estava cada vez mais restrita a cidades largamente beneficiadas por programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família. A segunda é de que o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) teria força suficiente para impactar candidatos dos partidos envolvidos, em especial o PT.


Ex-presidente saiu vitorioso ao construir pessoalmente projeto da candidatura de Haddad em São Paulo

O PT de Lula garantiu a arrancada de Fernando Haddad na última semana da campanha pela Prefeitura de São Paulo. O candidato petista, que recebeu apenas cerca de 100 mil votos a menos que o vencedor do primeiro turno, José Serra (PSDB), foi uma criação exclusiva de Lula. Assim como a presidenta Dilma Rousseff, ungida candidata à Presidência da República pelo antecessor, Haddad nunca havia sido candidato a nada. Nem a presidente de partido.

Ministro da Educação de Lula em seu primeiro e segundo mandatos, Haddad foi imposto como candidato à Prefeitura de São Paulo ao PT pelo ex-presidente no ano passado. Desconhecido, rejeitado por grupos importantes do partido em São Paulo, como aquele liderado pela agora ministra da Cultura e ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, no início da campanha, Haddad era chamado de Andrade pelos eleitores da periferia de São Paulo. Largou com 3% de intenções de voto nas primeiras pesquisas e só ultrapassou a casa dos 10% após o início do programa eleitoral gratuito.

Mas Lula repetiu a estratégia que adotou com Dilma e apostou todas as suas fichas em sua popularidade como ex-presidente. Ao longo de toda a campanha, Haddad apresentou-se, basicamente, como o candidato de Lula. E Lula, mesmo recuperando-se de um câncer na laringe, não poupou esforços para fazer sua aposta vingar. Esteve em dezenas de comícios, gravou inúmeros programas de TV e de rádio e, muitas vezes, foi pessoalmente fazer campanha com seu escolhido pelas ruas de São Paulo.

Ao final do périplo, Haddad conquistou a vaga, apertada, é verdade, ao segundo turno. A vitória do petista foi a vitória de Lula porque sem Lula não haveria Haddad.

Mas a força do ex-presidente não se mostrou infalível. Na verdade, Lula sofreu duas derrotas importantes, ambas para o ainda aliado PSB, liderado pelo governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência da República, Eduardo Campos.

No Recife, o ex-ministro da Saúde de Lula Humberto Costa foi massacrado pelo candidato de Eduardo Campos, Geraldo Júlio. E, em Belo Horizonte, o também ex-ministro Patrus Ananias não conseguiu, mesmo com o apoio de Lula e Dilma, fazer frente ao prefeito Márcio Lacerda.

A aposta de que o julgamento do mensalão, que entrou em sua fase mais crítica para o PT às vésperas da eleição, iria abater muitas candidaturas petistas também se mostrou incorreta. O Partido dos Trabalhadores conseguiu eleger um prefeito em primeiro turno – em Goiânia – e colocou outros seis candidatos no segundo turno. Além das politicamente periféricas Cuiabá, João Pessoa e Rio Branco, ainda vai disputar capitais importantes, como São Paulo, Fortaleza e Salvador.

Além disso, mostrou força em cidades onde o mensalão atingiu em cheio políticos locais. O caso mais emblemático é o de Osasco, na Grande São Paulo. No início da campanha, o candidato do partido era o ex-deputado João Paulo Cunha, que acabou sendo condenado pelo STF e, com isso, abandonou a disputa. Em seu lugar assumiu Jorge Lapas, que era candidato a vice na chapa original. A mudança mostrou-se inócua para a oposição. Lapas foi eleito no primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos.

Em Campinas, onde um prefeito apoiado pelo PT, Dr. Hélio, foi cassado na última legislatura e seu sucessor, esse do PT, Demétrio Vilagra, também perdeu o cargo um ano depois, o partido conquistou uma importante vitória. Lá o ex-presidente do Ipea, Márcio Pochmann, também um estreante em disputas eleitorais, conquistou uma improvável vaga no segundo turno.

A análise é de que o julgamento é complexo demais para impactar uma eleição regional demais, como a municipal, onde estão em jogo questões muito pragmáticas. Os principais dirigentes do PT adotaram a tática de fazer pouco caso do mensalão.

Entre ministros de Dilma, o tom era semelhante. "O eleitor está sabendo discernir muito bem as coisas", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Este tipo de campanha não tem dado certo em lugar nenhum", emendou o presidente do PT, Rui Falcão. E o próprio Lula endossou: "O povo não está preocupado com isso agora. O povo está preocupado se o Palmeiras vai cair, se o Fernando Haddad vai ser eleito”, disse Lula, em seu tradicional tom de chiste, pouco antes das aberturas das urnas.

Fonte: Último Segundo, em 08/10/2012

 

 

 
 
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