Home Notícias Governo Dilma BC reduz taxa Selic para 7,25% ao ano, a menor da história

Mídias Sociais

Facebook Twitter RSS Feed 

Newsflash

Brasil e UE farão reunião técnica em outubro

A presidente Dilma Rousseff deu um empurrão nas negociações de livre comércio entre o Brasil e a União Europeia, em uma reunião de cerca de duas horas com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Ambos estão em Nova York para participar da assembleia anual das Nações Unidas, que será aberta hoje.

Leia mais...
Follow us on Twitter

Quem está on-line

Nós temos 66 visitantes e 2 membros online
  • emganthermalco
  • rwalervonc
Banner
Banner
BC reduz taxa Selic para 7,25% ao ano, a menor da história PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcio Leal   
Sex, 12 de Outubro de 2012 20:40

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou nesta quarta-feira (10) a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic.

Com a decisão, a taxa caiu de 7,5% para 7,25% ao ano e bate o quarto recorde consecutivo de baixa - o menor patamar da série histórica iniciada em 1986.

Este é o décimo corte seguido da Selic, em uma trajetória de declínio que teve início há mais de um ano - em agosto de 2011, quando foi reduzida de 12,5% para 12%.

Desde então, o BC tem decidido pela redução de 0,5 ponto percentual a cada nova reunião, com exceção da decisão tomada em março, quando o Copom cortou 0,75 ponto percentual, e da reunião de hoje.

VOTO DOS CONSELHEIROS

A decisão de hoje não foi unânime. Cinco conselheiros do Copom votaram pelo corte de 0,25 ponto percentual e três, pela manutenção da Selic em 7,5% ao ano.

Votaram pela redução Alexandre Antonio Tombini (presidente do BC), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Luiz Awazu Pereira da Silva e Luiz Edson Feltrim. Votaram pela manutenção Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo e Sidnei Corrêa Marques.

Segundo nota divulgada pelo Banco Central após a decisão, o comitê votou pela décima queda considerando o risco da inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional.

Para o Copom, "a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear".

INFLAÇÃO VS. ESTÍMULO

O corte contraria a estimativa do último relatório Focus, feito pelo BC a partir de consultas a instituições financeiras. Nesta semana, a previsão divulgada era de que a Selic deve terminar 2012 com a taxa em 7,50%. No entanto, as projeções de analistas apontavam para uma queda de 0,25%.

Essa falta de consenso nas previsões reflete o dilema que o BC enfrenta. Com a inflação dando sinais de alta, o desafio é não estourar a meta do governo, de 4,5% (com teto de 6,5%), em um cenário de alta dos preços, mas com a atividade baixa e precisando de estímulos ao consumo.

A taxa de juros é um dos principais instrumentos de controle dos preços no país. Em tese, baixando os juros, estimula-se o consumo em razão do alívio no preço dos produtos e serviços.

No acumulado dos 12 meses, encerrados em setembro, a inflação soma alta de 5,28%.

EXPECTATIVA DO MERCADO

Para Claudemir Galvani, professor de Economia da PUC-SP e diretor da Metha Consultoria, a decisão do Copom ocorreu como o mercado esperava.

"Ainda há espaço para que a Selic caia a 0,5%. Mas, tendo em vista que a inflação subiu em setembro, o BC evita dar a cara para bater e fez uma redução mais tímida de 0,25%. A decisão do comitê, neste momento, deve ter levado em consideração a repercussão da imprensa e do mercado, por isso cortaram menos", afirma Galvani.

Fonte: Folha de São Paulo, em 10/10/2012

 

LEIA TAMBÉM:

 
 
Banner
Banner